Revolução Poética – Festival de Ideias l Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto

Projeto se reinventou durante a pandemia para continuar sua missão de incentivar a formação de novos leitores. 

O evento online foi realizado de 25 a 27 de abril de 2021, através da plataforma digital da Fundação. Festival online contou com mais de 3 mil acessos em 12 países.

A poesia como ferramenta de consciência crítica, arte, entretenimento e reflexão. Esses são alguns dos propósitos do projeto “Revolução Poética – Festival de Ideias” da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, que aconteceu de 25 a 27 de abril, das 19h às 23h, com a participação de diversos artistas e intelectuais ligados à poesia e às manifestações relacionadas ao fazer poético.

Na programação participaram: Coletiva de Rua Sarau DisseMinas, Ni Brisant, Leser MC, Leo Otero, Alma – Academia Livre de Artes e Música, Tânia Alonso, Thais Foresto, De Lucca Circus, Alfredo Pena-Vega, Maria Adélia de Souza, Philip Fearnside, Zuenir Ventura, Alexandre Ribeiro e Manuela Salau Brasil. A transmissão aconteceu na plataforma digital da instituição: www.fundacaodolivroeleiturarp.com e nos seus canais nas redes sociais.

O projeto foi realizado no palco do Instituto SEB – A Fábrica, em Ribeirão Preto (SP). Por conta da pandemia, foram seguidas diversas normas e protocolos rígidos de segurança, com participação do público apenas pela internet. O evento contou com a transmissão com intérprete de libras e foi totalmente gratuito.

O projeto teve em sua base as ideias e reflexões do antropólogo, filósofo e sociólogo francês Edgar Morin e do geógrafo Milton Santos, ambos homenageados da 20ª edição da FIL – Feira Internacional do Livro, promovida pela Fundação do Livro e Leitura. Segundo Edgar Morin, em sua obra “A Via”, a vida estaria dividida entre o estado prosaico, em que se encaixariam o trabalho, a rotina e as atividades frias e mecânicas; e o estado poético, de grande carga emocional, em que as artes são o cerne e o fim. Já Milton Santos questiona como a sociedade pode avançar de forma mais inclusiva e democrática.

Adriana Silva, curadora da 20ª Feira Internacional do Livro (FIL), vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto e idealizadora do projeto, comenta que o festival colocou em evidência o poder da poesia que, segundo ela, nada mais é do que o poder da palavra crítica.

“A poesia deixou de ser uma linguagem só melodiosa ou romântica. A poesia tem o poder de incitar a reflexão, de fazer com que as pessoas pensem sobre temas. É o verdadeiro poder da palavra, no caso, a palavra bonita”, explica.

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Festival contou com infraestrutura especial para exibição online

Formato on-line

A pandemia trouxe uma releitura da classe artística e cultural como um todo, forçando uma aproximação dos recursos e das potencialidades tecnológicas. As plataformas on-line são a nova realidade para os projetos de economia criativa, bem como as ações de cunho colaborativo, até que, gradualmente, possamos criar produtos e ações híbridas – tanto presenciais, quanto à distância. Para isso, teremos que estar, cada vez mais, antenados e preparados para as novas tecnologias e inovações.

Desde o início das restrições de circulação e de atividades coletivas por conta da Covid-19, a Fundação fez uso constante de recursos tecnológicos que permitiram que o trabalho fosse realizado sem interrupções, oferecendo ao público transmissões de lives, contações de histórias, shows, performances e apresentações diversas pelas redes sociais.

O evento foi pensado para ser acessível ao toque de um link, de forma totalmente gratuita e com tradução em libras. O formato de transmissão utilizado foi on-line, mas com o conteúdo transmitido ao vivo, para garantir um dinamismo único ao público, direto da plataforma da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto (www.fundacaodolivroeleiturarp.com) e em seus canais nas redes sociais. Todo o conteúdo do evento está armazenado na plataforma e no canal da Fundação no YouTube, podendo ser acessado a qualquer momento.

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Mais que um evento literário…

Há um ano enfrentando os desafios da adaptação à nova realidade causada pela pandemia de Covid- 19, o setor cultural e de economia criativa tem dificuldade para se manter funcionando. Essas oportunidades oriundas dos eventos on-line estão garantindo o setor em funcionamento. Desta forma, além de promover a reflexão cultural e de ideias, o evento se prova como uma ferramenta efetiva de trabalho para os profissionais da área.

O projeto contou com a participação de diversos artistas e intelectuais ligados à poesia e a manifestações relacionadas ao fazer poético, além de profissionais ligados aos setores de cultura, audiovisual e comunicação, abrindo espaço para mais de 100 profissionais do setor cultural.

O evento contou com um público diversificado, que se conectou não só através das redes sociais, mas também pelas redes criadas a partir do desejo de entender um pouco mais sobre essas duas últimas décadas, através de diversas utopias presentes no nosso cotidiano. Muitas dessas utopias representam hoje uma forma de vida, uma luta não mais individual e sim coletiva, que viraram pautas urgentes para um futuro próximo.

O projeto segue trabalhando para que a 20ª FIL aconteça poeticamente linda em agosto.

equipe revolucao

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