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Photochart – Nascidos para Vencer

Documentário/ 70’

Photochart: Nascidos para Vencer é um documentário longa-metragem que vai narrar a história do turfe no Brasil, tomando como ponto de partida as figuras dos jóqueis mais importantes do país: Juvenal Machado Silva e Jorge Ricardo. Ambos exemplos de grandes e obstinados atletas que trouxeram seu esporte ao mapa dos grandes esportes nacionais e se consagraram campeões no que se propuseram.

Com direção de Luis Erlanger e produção de Wagner de Assis, o filme vai contar a trajetória dos dois heróis que fizeram história, com depoimentos, imagens de arquivo e metaforizando tudo com inserts de um páreo cênico, construído especialmente para ilustrar a narrativa.

O “ESPORTE DOS REIS”

A expressão é antiga. Remonta ao tempo em que os monarcas praticavam e se emocionavam em competições com cavalos. O turfe se iniciou oficialmente na Inglaterra e foi aos poucos sendo regulamentado para efeito de um teórico equilíbrio entre os concorrentes. Grandes figuras notórias internacionalmente marcaram suas presenças nesse maravilhoso mundo.  Existem dois gêneros de adeptos do esporte: os jogadores e profissionais, cujos interesses giram em torno das apostas, dos resultados, dos eventuais ganhos; e os admiradores, entusiastas, encantados com a parte lúdica das corridas, com a magia das disputas.

À semelhança da Europa, dos Estados Unidos e das principais capitais da América do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro sempre deram total importância ao desenvolvimento do turfe em seus territórios, seja na criação, por meio de grandes centros equestres; seja no movimento das apostas.

Apesar desse clima empolgante, o turfe no Rio, na década de 80, vivia uma fase crítica com prêmios baixos e com certas atitudes controversas de alguns profissionais que comprometiam a respeitabilidade do esporte. Havia um jogo duro nos bastidores, um incêndio de vaidades, truques e interesses. Em imagens de arquivo, entrevistas de grandes campeões, apostadores, donos de cavalos, funcionários do jóquei, veterinários, especialistas em geral, o filme vai apresentar a história do esporte no país.

O HOMEM E O CAVALO 

Um jóquei vê o mundo por entre as orelhas de seu animal. A combinação cavalo-craque e jóquei-fora-de-série é uma raridade no turfe e objeto maior de desejo entre os criadores, proprietários e treinadores. O entrosamento homem/cavalo fez muitos jóqueis ficarem definitivamente consagrados. Haja vista a calorosa empatia entre o craque norte-americano Seabiscuit e seu piloto Red Pollard, um exemplo entre muitos que se conhecem na história do turfe.

Esses atletas de quatro patas que pesam cerca de 500 quilos são conduzidos por experientes cavalariços. Alimentados, são levados à pista do hipódromo e banhados após o desenrolar do treino e das corridas. Seu tratamento é minunciosamente acurado.

Com o cavalo Much Better e Jorge Ricardo aconteceu esse tão esperado entrosamento, assim como Juvenal Machado e seu Flying Finn. Poucas vezes cavalo e jóquei demonstraram-se tão afeitos um ao outro como nesses casos. Juntos, superavam todas as barreiras e venciam muitos rivais.

A simbiose entre homem e animal é o requisito primordial para o bom desempenho no esporte. Ao longo da história, grandes combinações cavalo-jóquei foram responsáveis por trunfos dentro dos páreos.  Na reta final, homem e animal se tornam um só e um único objetivo conecta os dois: sagrar-se campeão.

STARTING GATE 

“A largada da corrida de cavalos é um dos momentos mais importantes da competição, pois pode acontecer algum acidente ou prejuízo por retardo de algum animal. A responsabilidade da largada é de um executor, que aciona o mecanismo que permite os cavalos de progredirem na pista. Cada cavalo tem seu espaço com uma porta atrás e outra na frente. Na hora da partida os cavalos vão para dentro do box, as portas são abertas e a corrida começa.” (Jockey Club Brasileiro)

Esses atletas de quatro patas que pesam cerca de 500 quilos são conduzidos por experientes cavalariços. Alimentados, são levados à pista do hipódromo e banhados após o desenrolar do treino e das corridas. Seu tratamento é minunciosamente acurado.

Com o cavalo Much Better e Jorge Ricardo aconteceu esse tão esperado entrosamento, assim como Juvenal Machado e seu Flying Finn. Poucas vezes cavalo e jóquei demonstraram-se tão afeitos um ao outro como nesses casos. Juntos, superavam todas as barreiras e venciam muitos rivais.

A simbiose entre homem e animal é o requisito primordial para o bom desempenho no esporte. Ao longo da história, grandes combinações cavalo-jóquei foram responsáveis por trunfos dentro dos páreos.  Na reta final, homem e animal se tornam um só e um único objetivo conecta os dois: sagrar-se campeão.

PAIXÃO DE CRIANÇA

Jorge Antônio Ricardo nasceu em trinta de setembro de 1961, no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro do Leblon. Seu pai, Antônio Alfredo Ricardo, o incentivava a praticar várias modalidades de esporte e a apreciar o cavalo como um magnífico animal.  O mestre Antônio Ricardo ensinou ao filho a parte técnica, a perícia nos freios e a coragem. Para que o pequeno Ricardinho não tivesse medo dos animais, colocou-o no dorso de um cavalo, pela primeira vez, aos cinco anos.

Assim, Ricardinho passou a gastar boa parte dos seus dias no Hipódromo da Gávea, convivendo com os cavalos que seu pai treinava e conhecendo de perto os grandes campeões das rédeas. Seu Antônio também contava para seu filho histórias que atiçavam a imaginação. Como a do campeão uruguaio Irineo Leguisamo, que inspirou a canção de Carlos Gardel “Por Una Cabeza”.

Os cavalos estavam lá, durante toda a infância do pequeno J. Ricardo. São muitas as reminiscências de tardes e mais tardes no histórico Jockey Club Brasileiro, na Gávea ou das férias em Santa Catarina, no sítio dos avós, onde desenvolveu ainda mais empatia pelos equinos.

Cresceu ouvindo sobre os êxitos de Mossoró, um cavalo pernambucano, vencedor do primeiro Grande Prêmio Brasil, em 1933; e admirando a escultura do Cavalo Dollar, uma obra de ferro que enfeita o peão do padoque no Jockey Club.

CAVALEIRO ERRANTE

Ricardinho hoje soma mais de incríveis 12.000 vitórias em sua cela. É o maior jóquei da América Latina e um dos melhores do mundo.  Aquele que escreveu as mais belas páginas do turfe brasileiro e que, atualmente, luta pelo recorde mundial de vitórias. Já alcançou prêmios como o GP Brasil, o GP São Paulo, o GP Bento Gonçalves e, por cinco vezes, o Grande Prêmio Internacional Latino Americano. Aos 55 anos, continua correndo. Assim como os jogadores de futebol, Ricardinho dá sequência à carreira fora do País, mas foi aqui que ele nasceu e se tornou campeão.

Mesmo nessa época de turbulências dos anos 80, como um cavaleiro errante em lutas ferrenhas, J. Ricardo conseguia passar credibilidade, fazendo os turfistas voltarem a confiar no esporte dos reis.

“Ricardo despontou como promessa do turfe. Seu início foi avassalador. A sua determinação, a vontade de vencer o G.P. Brasil e os emocionantes êxitos com Falcon Jet e Much Better sempre ficarão marcados na minha memória. Por tudo que ele representa pro turfe, merecia uma divulgação maior. Por incrível que pareça, é mais admirado nos outros países da América do Sul do que no Brasil.” (Sérgio Rezende, jornalista e cronista do turfe do Rio de Janeiro)

O VETERANO JUVENAL

O sucesso de Juvenal Machado da Silva se prende ao talento que Deus lhe deu. Uma certa parte de sua glória vem da sua experiência e a outra brota dos estudos exaustivos, tentando desvendar os mistérios de qualquer competição e explorar as fraquezas de seus oponentes. Hoje, já está aposentado, mas durante seu auge, via as armadilhas e as oportunidades em sua mente, repassava a corrida até descobrir como vencê-las. Carregava a tiracolo um séquito de admiradores que o adoravam. Foi junto com Gourmet, Grimaldi, Bowling e Flying Finn, seus cavalos, que Juvenal escreveu algumas das mais belas páginas do turfe brasileiro. Por cinco vezes, deixou sua marca na prova mais importante do turfe nacional. Juvenal era intuitivo, técnico, predestinado.

DUELO DE TITÃS

Juvenal x Ricardinho. Os aficionados se dividiam. Alguns estavam encantados com a tenacidade do jovem Ricardo, outros eram antigos fãs de Juvenal. No eletrizante páreo, os jóqueis disputavam cabeça a cabeça o primeiro lugar. Especialistas, testemunhas e os próprios Juvenal e Jorge Ricardo comentam. Os dois titãs entram empatados. Juvenal só obtém uma vitória, enquanto Ricardo vence cinco corridas. O jovem jóquei faz história. Começa sua ascensão. A repercussão da corrida foi enorme. Os jornais e revistas acirraram a rivalidade entre os dois cavaleiros.

LINHA DE CHEGADA

A apoteótica linha de chegada. Nossos turfistas olham para trás, um passado de glórias. Os planos de Ricardinho para se tornar um recordista mundial. A aposentadoria de Juvenal Machado, o quanto isso foi difícil pra ele e porque tomou essa decisão.  Imagens de arquivo ilustram o universo do turfe.  Assim, como em câmera lenta, os lendários cavaleiros caminham imponentes em direção ao padoque. Esforçamo-nos para divisar os cavalos de seus respectivos parceiros. Descem dos seus animais, pegam os apetrechos de montaria, encaminham-se para a pesagem, sorriem e dirigem-se ao pódio da vitória.  O turfe brasileiro nunca mais foi o mesmo depois deles.

PRODUÇÃO – VIEW FILMES

 

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