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MALÊS - LS Nogueira

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MALÊS

 

MALÊS é um filme de ficção,  longa metragem, com duração estimada em 100 minutos, baseado em fatos históricos, rodado na cidade do Rio de Janeiro, Cachoeira na Bahia e na África do Sul.

O filme insere personagens fictícios entre personagens reais – numa pesquisa sobre a intimidade  dessa rebelião de enormes proporções para  a época  e de importância definitiva para  História do negro no Brasil. Buscamos o resgate de uma memória esmaecida, restituindo o papel da resistência que coube a minoria negra escrava.

 

 

SINOPSE

KALIMA E DASSALU são jovens noivos muçulmanos da aristocracia do Reino de Òyó, na África de 1833. Em plena cerimônia de casamento, eles são captu- rados, separados e vendidos como escravos pro Brasil.

Chegando na Bahia, eles descobrem a secreta “sociedade malê”: escrava, seguidora de Allah, organizada e insurgente. O casal se reencontra e participa do grande levante malê de 1835. Baseado em fatos históricos, o filme insere personagens fictícios entre personagens reais – numa pesquisa sobre a intimidade dessa rebelião de enormes proporções para a época e de importância definitiva para a História do negro no Brasil.

O Brasil recebeu, ao longo de quatro séculos de escravidão, negros vindos de muitas partes da África. No começo do século XIX, um importante contingente negro aportou na Bahia trazendo a forte cultura islâmica para terras brasileiras, onde ficaram conhecidos como MALÊS.Esses escravos sabiam ler, escrever, conheciam a matemática, fundaram centros comerciais e bancos para a compra de alforrias.

 

 

Além de tudo, dominavam estra- tégias de guerra trazidas de uma África convulsionada pelas diferenças étnicas. Com essa bagagem cultural, os MALÊS foram responsáveis por organizar e executar mais de dez levantes na cidade de Salvador entre 1807 e 1835. Esse filme é mais do que o resgate de uma memória esmaecida. Queremos resgatar o espírito de resistência que sempre coube ao negro, o maior e eterno inimigo da escravidão no Brasil.

Vamos valorizar a relação entre cinema e memória dando vida às figuras históricas que se misturam com personagens fictícios. Além da grandeza épica, MALÊS se desenvolve na intimidade dos escravos, nos subsolos dos sobrados, na escuridão da noite, enfim, no coração negro da escravidão. A identidade de um país se constrói em finas tramas que se sobrepõem ao longo do tempo.

No entanto, esse processo de seleção histórica da memória é fortemente condicionado pela classe hegemônica. É preciso dar voz à tão cantada e encantadora miscigenação identitária brasileira. Para isso é fundamental que todos contem suas histórias na primeira pessoa: negros, índios e brancos. Só assim poderemos reconstruir a malha da memória nacional com a riqueza e a pluralidade que é tão cara ao Brasil.

 

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