As Cangaceiras

Lei de incentivo: PRONAC – Federal

Veloni Produções

Local: São Paulo

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As Cangaceiras Guerreiras do Sertão” é um espetáculo escrito por Newton Moreno, com direção de Sergio Modena e produção de Rodrigo Velloni.
Com uma equipe e elenco de excelência artística comprovada no cenário no teatral, o espetáculo estreou no Teatro do Sesi-SP no dia 24 de abril de 2019 e vem cumprindo uma temporada de muito sucesso de público e crítica.
No ano de 2020, pretende-se uma turnê nacional, uma temporada na cidade do Rio de Janeiro e uma nova temporada na cidade de São Paulo.
As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão é uma estória de irredentismo e luta. Uma recriação poética deste movimento, estimulada pelo universo da vida da mulher no cangaço, para ecoar as questões das violências contra o feminino nos nossos tempos.

Na nossa narrativa, Serena foge de um bando ao descobrir o paradeiro de seu filho, que foi afastado dela cruelmente pelo marido, o chefe cangaceiro Taturano. Ao ousar fugir, sua atitude ganha ecos de um ‘levante feminino’ em meio a algumas mulheres cangaceiras (e outras que nunca foram do cangaço), provocando uma tomada de atitude de homens e mulheres nesta nova divisão de forças no sertão. O cangaço é um fenômeno social surgido numa região de pobreza extrema, majoritariamente entendido como banditismo social, impulsionado por vinganças ou ação de justiceiros contra a desigualdade social. Ainda que persistam muitas discussões acerca de seu caráter sanguinário e mercantilista, prevalece o imaginário de insurreição.

A fábula lindamente criada pelo Newton apresenta ao público uma estória de mulheres do cangaço, tema já amplamente estudado e explorado por historiadores e artistas, de uma maneira que faz elucidar o quanto o tempo pode ser cruel com todos nós. Seja pela dívida histórica que contraímos pela crueldade de ações do passado quanto pela demora de muitos de nós em erguer os braços frente a essa libertação.
Aplaudo Sergio Modena e este elenco que contam “Cangaceiras Guerreiras do Sertão” com grande talento e punhos firmes.

No processo de revisionismo histórico, não há como entender o cangaço sem estudar a participação feminina. Temos que sublinhar que fabulamos a criação de um bando feminino, não há registros de formações desta natureza nas fontes que acessamos. Mas percebemos que algumas destas mulheres ingressaram por livre escolha e desfrutavam de liberdades não permitidas à mulher na sociedade da época. Outras, no entanto, foram sequestradas e tiveram que enfrentar injustiças e violências. Paradoxalmente, o cangaço era um espaço de libertação e rebeldia destas mulheres, constituindo-se também como um campo de batalha contra algumas atitudes opressoras destes homens. Heranças de um machismo atavico que ainda nos assola. Além de muitas reflexões sobre o conceito de justiça social’, que o cangaço nos propõe, nosso espetáculo quer discutir as forças do feminino na sociedade brasileira. O que nossas guerreiras fictícias querem nos fazer lembrar é que não se pode fugir à luta e temos que estar atentos e preparados, porque há muitas revoluções dentro da revolução.
SERGIO MODENA DIRETOR
Em “Cangaceiras, guerreiras do sertão” o bando de mulheres errantes promove uma necessária reflexão sobre o desejo de renovação e liberdade. A luta por romper as forças de opressão que historicamente insistem em nos assombrar. Nessa reinvenção musical da história vemos o Brasil de ontem e de hoje. As muitas vozes silenciadas, mas também aquelas que se recusam a aceitar os padrões vigentes. Vozes que não se calam e podem “ecoar por todo o sertão”. Somadas, formam um formigueiro, um novo movimento ainda mais forte e potente.

A obra de Newton Moreno, com sua força poética e temática, é também um enredo deliciosamente popular, passeando por diversos estilos dramatúrgicos sem jamais perder sua unidade narrativa. Tudo harmoniosamente reunido numa obra musical que vai de encontro a identidade popular brasileira. E, por conta disso. resulta numa obra extremamente teatral, repleta de nuances e pequenas variações de estilo e linguagem. É gratificante encontrar uma obra contundente que não abdica de sua necessidade de comunicação com o público em geral. Afinal, o teatro popular foi muitas vezes, além do entretenimento, uma verdadeira plataforma política.
No processo de criação do espetáculo pude testemunhar um verdadeiro engajamento da equipe. Esse encontro de tantos artistas, identificados com as reflexões provocadas pela obra emprestou vigor e coragem ao processo. Sou extremamente grato a todos os envolvidos. Num momento que é preciso resistir, esses encontros são pequenas células de resistência. Seja no cangaço, seja nas grandes cidades, o fantasma do conservadorismo e do autoritarismo nos acompanha e nos ameaça. Muitas vezes ele aparece silenciosamente. Mas em outras, grita alto e parece ensurdecer toda a população. Mas vamos cantar, dançar. representar e enlouquecer. Vamos criar e resistir. Construir nossos formigueiros. A batalha é diária nesse nosso cangaço do século XXI.
Gostaria de agradecer imensamente a Rodrigo Velloni, nosso produtor, por propiciar esse encontro tão especial.

RODRIGO VELLONI PRODUTOR
Há exatos 10 anos eu realizava minha primeira produção no Teatro do Sesi. Um espaço amplamente democratizado através da gratuidade dos ingressos e do rico projeto de formação de público que levou inúmeras pessoas para o teatro.
O desejo de trabalhar com o dramaturgo Newton Moreno e o diretor Sergio Modena é antigo. Percebi que nossa parceria poderia resultar num espetáculo que dialogasse com essa plateia e, de forma ainda mais ampla, com a realidade da libertação feminina tão sufocada pela nossa história.

Colaborando com esse projeto, sua empresa contribui com os seguintes objetivos de desenvolvimento sustentáveis propostos pela ONU:
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