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Cineastas acreditam na derrubada do veto à prorrogação da Lei do Audiovisual - LS Nogueira

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Cineastas acreditam na derrubada do veto à prorrogação da Lei do Audiovisual

André Klotzel é um diretor, roteirista, produtor e editor cinematográfico brasileiro. Estudou cinema na Universidade de São Paulo e trabalhou em dezenas de longas e curta-metragens, entre eles o sucesso nacional ‘ A Marvada Carne” (1985)

 

No último dia de 2019, o presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto de lei que tinha como objetivo prorrogar os incentivos ao cinema nacional sob a argumentação de que tal medida fere a Constituição, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

De acordo com a Presidência, questões técnicas quanto a redação do projeto de lei foram os motivos que levaram ao veto: Faltou ao projeto esclarecer a fonte de custeio e os impactos orçamentários dos incentivos.

Em resposta ao veto presidencial, o Congresso Nacional se reunirá para votar essa questão. Enquanto isso, veja que entrevista bacana com o grande cineasta André Klotzel, esclarecendo algumas dúvidas sobre este veto à prorrogação da Lei do Audiovisual. André Klotzel, responsável pela área federal da Associação Paulista dos Cineastas, confia no Legislativo para manter o incentivo ao cinema brasileiro.

 

  • Como você avalia esse veto presidencial à prorrogação da Lei?

Não tem sentido, mesmo porque a prorrogação já foi avaliada em todas as comissões relacionadas ao assunto tanto na Câmara como no Senado. Acredito que “as questões técnicas” atribuídas ao veto foram devidamente analisadas e esclarecidas.Tanto é que o texto passou com larga aprovação dos parlamentares.

 

  • O Congresso retomou os trabalhos no último dia 3 de fevereiro. Qual é a perspectiva a partir de agora?

Existe uma Frente Parlamentar de defesa do Audiovisual com mais de 200 deputados e senadores. Tenho certeza que eles vão agir em prol do cinema nacional. Acredito que essa situação não vai continuar por muito tempo.

 

  • Qual é o impacto desse veto para a produção cinematográfica do país?

Muitos. O sentimento entre os cineastas é de angústia. As produções estão paralisadas, muitas em fase de finalização. Sem contar o prejuízo para a economia brasileira. O cinema é gerador de emprego e renda com retorno significativo para os cofres públicos.