Projeto Idoso
Projeto Oxigênio Seguro vai implantar uma usina de produção de oxigênio medicinal no Hospital Apóstolo Pedro, em Mimoso do Sul. A iniciativa deve reduzir drasticamente os custos com gases hospitalares e ampliar a autonomia no atendimento à população.
No último dia 3 de março, foi realizada a cerimônia de inauguração da primeira fase do projeto Oxigênio Seguro, em Mimoso do Sul, no Sul do Espírito Santo. A iniciativa marca um importante avanço para o Hospital Apóstolo Pedro, que dará um passo significativo no fortalecimento do atendimento em saúde na região.
A unidade, que atende majoritariamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), será a primeira do estado a contar com uma usina própria para produção de oxigênio medicinal, além de uma central de ar comprimido. A implantação da estrutura representa mais autonomia e segurança para o hospital, garantindo o fornecimento contínuo de oxigênio e maior agilidade nos atendimentos.
O projeto foi desenvolvido por meio de uma parceria que reúne poder público, iniciativa privada e a agência LS Nogueira, responsável pela idealização e realização da iniciativa. A ação é viabilizada por meio de leis de incentivo fiscal, com o apoio do Conselho Municipal do Idoso.
A cerimônia de inauguração contou com a presença de representantes do hospital, autoridades locais e parceiros do projeto, entre eles a diretora da MedSênior, uma das empresas patrocinadoras da iniciativa.
Atualmente, o hospital gasta cerca de R$ 40 mil por mês com a compra de oxigênio líquido e ar medicinal. Com a implantação da usina, a estimativa é que esse valor seja reduzido para aproximadamente R$ 1,6 mil mensais, o que representa uma economia de até 96% nas despesas com gases medicinais.
Além da economia significativa, o novo sistema trará mais autonomia e segurança para o hospital, garantindo fornecimento contínuo de oxigênio e maior agilidade no atendimento médico. Mais de 80% dos atendimentos realizados pela instituição são destinados a usuários do SUS, consolidando o hospital como principal referência de saúde pública para a cidade e municípios vizinhos.
A primeira etapa do projeto contempla a instalação da infraestrutura necessária para o funcionamento da usina, como fiações elétricas e dutos de gases medicinais, estruturas que atualmente não existem na unidade. Após essa fase, será possível distribuir o oxigênio produzido internamente para todos os setores do hospital.
A expectativa é que a usina esteja pronta para entrar em operação até agosto, representando um avanço estratégico para a saúde pública local. Além de reduzir custos operacionais, o projeto deve ampliar a capacidade de atendimento e garantir mais eficiência e qualidade nos serviços prestados à população.
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