19 de junho, Dia do Cinema Brasileiro

No dia 19 de junho é celebrado o Dia do Cinema Brasileiro. A data tem como objetivo dar visibilidade à sétima arte produzida no Brasil e marca  o dia em que foram gravadas as primeiras imagens em movimento no Brasil por Afonso Segreto, ítalo-brasileiro e considerado o primeiro cinegrafista e diretor do país.

Em 20 de julho de 1993, o então presidente Itamar Franco, assina a Lei 8.685 – a chamada Lei do Audiovisual – possibilitando o investimento na produção e coprodução de obras cinematográficas.

O audiovisual é uma das maiores potências de cultura e economia de um país. No Brasil, o setor possui um PIB maior do que o da indústria farmacêutica e automobilística. Movimenta mais de R$20 bilhões, gera 300 mil empregos diretos e indiretos, e que a cada R$1 investido, temos um retorno de R$ 2,60 em tributos.

Com a pandemia, a indústria do audiovisual, foi impactada de forma dramática – assim como outros segmentos da economia criativa – e produtoras tiveram de paralisar os trabalhos. E com o circuito exibidor de portas fechadas (mais de 3 mil salas de cinema no Brasil), as distribuidores tiveram seus calendários de estreia prejudicados ou totalmente cancelados.

Conforme a vacinação avança no país, e as medidas de distanciamento social começam a ser flexibilizadas, a expectativa é que o setor consiga retomar as atividades em breve e superar o patamar pré-pandemia.

Richard Ávila, sócio da Cinética Filmes, produtora localizada no Rio de Janeiro (RJ), avalia que a retomada da indústria audiovisual para a retomada é positiva, mas há um certo receio em relação à mão de obra.

Richard Ávila, Cinética Filmes

“Do ponto de vista de realmente voltarmos a produzir e movimentar a produção nacional, gerando empregos diretos e indiretos na indústria cinematográfica, é boa. Ao mesmo tempo, temos uma certa preocupação quanto a mão de obra especializada, uma vez que, ficamos represados durante todo este tempo, com muitos projetos acumulados de diversas produtoras. Talvez nesta retomada, teremos todas elas disputando estes profissionais ao mesmo tempo. Resumindo: tem muito filme para ser feito e pouca gente pra fazer”, afirma.

Ele avalia que a maior mudança que a pandemia gerou no setor, foi e será na adaptação aos protocolos de segurança no set. “É uma mudança radical na forma de lidar com os diversos departamentos de uma produção, são muitos profissionais envolvidos e muitas peculiaridades”, complementa.

Para Ávila, haverá um boom por conta do represamento deste público que ficou confinado durante muito tempo. “Acredito que teremos salas lotadas por um bom tempo. Afinal, o mercado também tem muitos filmes represados”, conclui.

A LS Nogueira, é especialista na Lei do Audiovisual, sendo responsável, ao longo de 20 anos, pela captação de recursos para grandes produções cinematográficas do país.

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Veja a entrevista que o Gestor de Incentivos da LS, Flavio Nogueira, deu sobre a Lei do Audiovisual

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